O existencialismo seria das correntes filosóficas contemporâneas a única que se apresenta como um clima cultural.
O existencialismo se apresenta também como um modismo. Alastrando-se pelo mundo nas décadas de 40 e 50 do século XX, atingindo tal amplitude que, de teoria filosófica, passou a se opor aos que mergulhavam na filosofia do movimento (divergindo com a idéia original, inaugural); os mais levianos apelavam para o que o existencialismo tinha de mais óbvio: a moda.
Após este pensamento, foi criada uma imagem distorcida sobre esta corrente, pois, agora, passara a ser vista como uma fuga às regras impostas pela sociedade, criando tal amplitude e extensão que já não significa[va] absolutamente nada.
O existencialismo foi representado por grandes pensadores, que defendiam idéias que divergiam entre si:
O filósofo alemão Martin Heidegger contribuiu com seu pensamento sobre o ser e a existência, de onde o nome dado à corrente filosófica de “Existencialismo”. Declarou-se investigador da natureza do Ser. Apresenta um pensamento em que a “existência” do homem é algo temporário, que paira entre o seu nascimento e a morte que ele não pode evitar.
Fiódor Dostoievski (1821-1881) e Franz Kafka (1824-1883) destacam-se na literatura com elementos que marcam o pensamento existencialista;
Albert Camus (1912-1960) e Jean-Paul Sartre, em suas obras literárias, divulgam uma nova maneira de perceber sua existência onde o homem estaria lançado à própria sorte testando suas possibilidades;
O “new look” surge com a assinatura do francês Cristiane Dior, que usa a Moda para expressar uma forma de vestir marcada por cores opacas e tonalidades escuras, tentando traduzir o despojamento, o estar jogado/lançado, da filosofia existencialista;
A angústia fundamental descrita pelo pensador dinamarquês Soren Kierkggard destaca o desespero e o desamparo do homem diante da liberdade/necessidade da liberdade de escolher. Concordando com Friendrich Nietzche que não acredita na existência de Deus, portanto, o homem é o único responsável por sua existência;
Outro elemento que serviu como base para o existencialismo foi a fenomenologia de Edmund Hussel, que propõe a descrição de fenômenos tal como eles parecem ser, sem nenhum pressuposto de como eles sejam na verdade. Para o existencialismo, a fenomenologia de Husserl significou um interesse novo no fenômeno da consciência.
Reunindo as sínteses dos pensamentos de cada um desses filósofos, pode se afirmar que: o homem se faz em sua própria existência; o mundo como nós o conhecemos é irracional e absurdo, está além da nossa compreensão; em certo sentido, o mal-estar é causado pela própria liberdade de ter de decidir sobre o seu ser: o homem para Sartre se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer.
Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para conceber. O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais do que o que ele faz. Essa ênfase ao fazer do homem não simplesmente traz a filosofia do céu à terra, como a joga no cotidiano. Na visão existencialista, a dor, o fracasso, a morte, a angústia, o sexo, elementos que fazem parte da mundanidade antes desprezados pela filosofia, passam a ser aspectos de grande interesse. Por isso mesmo, (essa) filosofia entra no cotidiano.
A angústia funciona para revelar o ser autêntico, e a liberdade (Frei-sein) enseja o homem a escolher a si mesmo e governar a si mesmo. E por mexer profundamente como psicológico humano, definindo causas de estados mentais como a angústia e o desespero, o existencialismo também teve influencia na psiquiatria e na terapia existencialista.
Como uma filosofia do tempo, o existencialismo exorta o homem a existir inteiramente "aqui" e "agora", para aceitar sua intensa "realidade humana" do momento presente. O passado representa arquivos de experiências a serem usadas no serviço do presente, e o futuro não é outra coisa que visões e ilusões para dar ao nosso presente direção e propósito.